Quando a única evidência disponível é a imagem de um veículo, o rigor técnico deve ser redobrado.
Uma leitura equivocada pode levar à imputação indevida.
Pontos analisados na perícia:
– Nitidez e resolução da placa;
– Presença de artefatos de compressão;
– Compatibilidade do modelo e ano do veículo;
– Características específicas (adesivos, danos, faróis);
– Possibilidade de erro por baixa iluminação;
– Confronto com bancos de dados veiculares.
Placas parcialmente visíveis ou captadas em movimento podem gerar interpretações equivocadas.
Exemplo prático
Investigação criminal baseava-se na leitura parcial de placa captada por câmera noturna. A perícia identificou que a combinação alfanumérica poderia corresponder a três veículos distintos registrados na região, não sendo possível individualizar com segurança apenas pela imagem apresentada.
Conclusão: insuficiência probatória da identificação veicular isolada.







